KARATE EM FAMÍLIA
- 23 de jun. de 2014
- 2 min de leitura
O melhor aspecto de se praticar karate em família é a convivência. Sua aula termina
no dojo, mas sempre há uma discussão, um debate, uma dica a mais através de uma
conversa em casa. É sempre bom ter alguém mais próximo para conversar sobre o
assunto, trocar umas ideias sobre katas ou técnicas de shiai.
Há também o fator competitivo, todos os praticantes sabem que o karate é para o
aperfeiçoamento pessoal, seu inimigo mais implacável é você mesmo. Não quando se
tem um irmão, como se já não bastasse um gêmeo, praticando junto, aí a história é um
pouco diferente, eternas disputas de katas, quando lutávamos o pessoal costumava dizer que viam faíscas, sem falar nos nervos da mãe (que já não suportam ver os filhos “se
matando com aquelas luvinhas que não protegem nada”) ir a um campeonato e ver seus
dois filhos na final, um contra o outro.
Ao mesmo tempo em que você se sente orgulhoso pela pessoa a cada faixa conseguida
com muita dedicação e treino, não quer ser passado para trás, sinto uma vontade de me
esforçar o dobro que ele, conseguir mais. Além de superar os meus limites, quero ser o
melhor , por coincidência talvez, seja a vontade dele também, pois a cada exercício eu
sinto o desejo de superação.
Mas no fim das contas, o que supera tudo é o companheirismo, a camaradagem, o
esforço em ajudar o outro, é bom saber que sempre terei alguém para treinar, seja no
dojo ou em casa.
Se você não tem um irmão ou parente mais próximo compartilhando esse estilo de
vida, não fique preocupado, o dojo é nossa segunda casa e nossos amigos e parceiros de treino são nossa segunda família. Com certeza, sempre haverá um que chegará muito próximo, a ponto de ser chamado de irmão.
Oss
Por Leonardo Falcão Revisado por Wellington Zezé de Almeida






















Comentários