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MEU CAMINHO DO GUERREIRO

  • 25 de jul. de 2014
  • 3 min de leitura

O Túlio nos conta um pouco da sua história no Karate, e como alguns personagens japoneses o influenciaram!

Desde criança era fanático e assíduo telespectador de séries e desenhos japoneses, mais conhecidos como Tokusatsu. Ninja Jiraya, CyberCops, Black Kamen Rider, Dragon Ball Z, Shurato, Yuyu Hahusho e Jaspion eram as minhas preferidas. Todas televisionadas pela Rede Manchete de televisão, encerrada em meados 1999. Todos esses programas me fascinavam e me fizeram querer conhecer melhor a cultura oriental japonesa, a qual, desde pequenininho dizia querer conhecer e até falar a língua. Como não tinha condições de ir ao Japão, arranjei um jeito de conhecer mais sobre o assunto. Passei a fazer aulas de Karate na minha escola onde cursava a primeira série do ensino fundamental aos sete anos, juntamente com meu irmão. Fiquei poucos meses, pois teria de sair da escola, porém sempre querendo voltar.

A partir daí aquela ideia se fixou na minha cabeça, eu iria voltar a fazer karate. Algum

tempo depois, fiquei sabendo que na academia que eu fazia natação havia aulas de karate, pois o pai de um grande amigo meu (Cauam) da nova escola, era professor de karate lá. Sensei Oliveira era uma pessoa tranquila e bastante educada. Quando ele ia buscar seu filho e meu amigo, conversavamos sobre fazer karate e ele sempre me chamava para frequentar as aulas, até assisti uma apresentação dele na minha escola,a qual o Cauam e Mayara, sua irmã, quebravam tábuas de madeira com as mãos e com os pés. Aquilo foi mais que fantástico para mim. Em casa, conversei com meus pais, minha mãe não quis deixar.

O tempo foi passando e eu sempre pedindo, irritava minha mãe, e nada, minha prima

começou a fazer Capoeira, meu pai achou legal me colocar para fazer capoeira para me ajudar a emagrecer, fiz por alguns meses, mas não era o que eu queria. Larguei, o tempo foi passando e eu engordando, sempre pedindo para minha mãe. Mas ela não concordava. Até que com treze anos decidi com apoio da minha família fazer uma dieta com acompanhamento de uma terapeuta da medicina tradicional chinesa, que me ajudou muito com a acupuntura e com uma dieta extremamente rigorosa, passei de 108 kg com 13 anos para 77 kg em três meses.

No último dia da minha consulta com a terapeuta, no quarto mês de tratamento, ela

vira para minha mãe e diz: “Dona Rosana, ele vai precisar fazer alguma atividade física”.

Aquela foi a minha deixa, eu não deixei completar a frase e disse para minha mãe: “Eu vou fazer karate”.Naquele dia minha mãe, sabendo da importância que aquilo tinha para mim,matriculou-me no Karate e conheci o Sensei Tadeu.

Desde o meu primeiro dia, em abril de 2001 até hoje, o karate só tem me ajudado. Não

sei como seria minha vida se não fosse o karate. Não sei que tipo de pessoa seria. Sei que sem a prática constante me sinto mal, compreendo que ele faz parte de mim. Metade da minha vida, passei me dedicando ao karate. Através do meu Sensei, aprendi os lemas do karate, aprendi o caminho do guerreiro, aprendi a lutar pelos meus ideais, descobri que vencedor não é aquele que nunca caiu, mas aquele que cai diversas vezes e se levanta tantas quantas forem necessárias. Aprendi que realmente grandes poderes geram enormes responsabilidades. E o principal, seu pior inimigo, o mais difícil de enfrentar, é você mesmo, porque os seus limites são impostos por você.

Por Túlio Brito Revisado por Wellington Zezé de Almeida

 
 
 

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