REFLEXÕES DE UM ETERNO FAIXA BRANCA
- 29 de jul. de 2014
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Antes de tudo, informo que escrevo esse texto um dia depois de meu aniversário, momento em que muitas vezes paramos para certas reflexões inevitáveis, de fechamento de ciclo, embora seja nada mais que um dia após o outro e nós que sistematizamos e damos importância às datas.
Mas muito mais que o aniversário, a data neste ano teve um ingrediente a mais: foi exatamente no mesmo dia de um exame de faixa, o segundo de minha curta vida como karateca. Nesse tempo propício a reflexões, puxando minhas memórias, não me lembro o dia exato em que pisei no tatame, a primeira aula, os primeiros passos no aprendizado.
O importante é que nem todas as paixões nascem arrebatadoras, as construídas com o tempo são tão ou mais prazerosas. Hoje não me vejo fora do tatame. Aliás, como tenho aprendido a exercitar a prática do karatê dentro e fora do tatame, como extensão para a vida, procuro seguir os princípios do dojo-kun, de esforço para a formação do caráter, criar o intuito do esforço, respeito acima de tudo e conter o espírito de agressão.
Na parte física, não só por estar mais próximo no tempo, este último exame de faixa trouxe também uma clareza maior, que espero vir a cada passo, a cada vivência e aprendizado dentro do karatê. Até por adquirir mais conhecimento da arte, o poder de observação fica mais aguçado, conseguindo perceber o quanto foi possível avançar nesse curto período e também o quanto ainda falta para me desenvolver.
Em síntese, agora me sinto muito mais faixa branca do que quando comecei, com muito mais vontade de aprender e, principalmente, aperfeiçoar o que já consegui assimilar.
Por Deh Oliveira






















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